Palavra Mágica e Fundação Feira do Livro realizam 11ª Festa do Livro
Acontecimento é considerado um dos principais eventos ligados à Literatura no Interior de São Paulo

Tradicional da região da Catalunha, na Espanha, desde 1926, a Festa do Livro teve origem como uma forma de lembrar a morte dos escritores Miguel de Cervantes e William Shakespeare, ambas ocorridas em 23 de abril de 1616. Em 1996 a data foi instituída como Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, pela Unesco.

Em Ribeirão Preto, a Festa do Livro – realizada pela Fundação Palavra Mágica desde 1996 – em 2009 ganhou a parceria da Fundação Feira do Livro e o apoio institucional da rede de idiomas CNA. O evento aconteceu no dia 24 de abril, na Villa di Toscana, sede da Fundação Palavra Mágica, na rua Américo Brasiliense, 1.205, Centro.

A cada edição, o evento encanta mais e mais pessoas que desejam celebrar o dia do livro à maneira dos conterrâneos de Miguel de Cervantes. Inspirados na lenda de São Jorge e a princesa Marguerita, os homens presenteiam as mulheres com flores, e estas retribuem com livro – o que pôde ser feito no próprio local da festa, onde havia livros e flores à venda para a troca de presentes.

Segundo Galeno Amorim, idealizador da festa em Ribeirão, mais do que celebrar o livro o evento buscou ressaltar a importância da leitura na vida das pessoas e da sociedade. “Os livros realmente podem transformar o mundo, resgatar valores imprescindíveis para o ser humano e ainda proporcionar conhecimento, cultura e prazer”, afirmou.
 
A Fundação Palavra Mágica também realizou uma série de eventos para celebrar a Semana do Livro. Entre eles, a instalação de clubes de leitura, de 19 a 25 de abril, em vários pontos da cidade, como na Adevirp (Associação de Deficientes Visuais de Ribeirão Preto) e no CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).
 
Presidente da Fundação Palavra Mágica, Luciana Paschoalin ressaltou a necessidade de ampliação de políticas públicas que fomentem a leitura como hábito na sociedade. “Sabemos que uma pessoa só será plenamente consciente de sua participação na sociedade se, no seu caminho, houver portas abertas para os livros e para a leitura”, disse.


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